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Obesidade Infantil

Obesidade é uma doença crônica complexa e multifatorial causada por fatores genéticos, ambientais, psicológicos e comportamentais. A Organização Mundial de Saúde aponta a obesidade como um dos maiores problemas de saúde pública no mundo. A projeção é que, em 2025, cerca de 75 milhões de crianças e adolescentes estejam acima do peso (sobrepeso e obesidade) no mundo. Os dados brasileiros da Pesquisa de Orçamentos Familiares de 2008-2009 (últimos dados do IBGE) mostraram que, na faixa etária de 5-9 anos, 33,5% têm excesso de peso e 14,3% estão obesos, dos 10-19 anos, 20,5% têm excesso de peso e 4,9% obesidade, sendo discretamente mais elevados nos meninos. Em toda a América do Norte, um terço das crianças está acima do peso
Uma criança pré-púbere obesa tem 20-50% de permanecer obesa na vida adulta e, após a puberdade, essa chance aumenta para 50-80%. Desta forma, quanto mais cedo nós intervirmos em termos de prevenção, mudanças de hábitos de vida e melhoria do excesso de peso, maiores as chances de se ter um adulto saudável.
Associada com variadas complicações como diabetes melito tipo 2, doença cardiovascular, dislipidemia, apneia do sono, orteoartrite, doença hepática não alcoolica, proteinuria e glomeruloesclerose focal e segmentar, hiperandrogenemia/síndrome de ovários policísticos e alguns tipos de câncer, o excesso de peso piora a qualidade de vida e aumenta muito a morbimortalidade dessas pessoas.

Elevated BMI among US children and adolescents 6 to 19 years of age is associated with 1.4 billion dollars of additional health care dollars for outpatient visits and other health care expenditures compared with children and adolescents with normal BMIs (7). The Brookings Institution predicted that if all 12.7 million US children and adolescents with obesity became obese adults, the individual average cost would be .$92,000, and the societal costs during their lifetimes might be .$1.1 trillion

Tratamento

O primeiro passo para o tratamento de excesso de peso é reconhecer a doença e mudar o estilo de vida, o que engloba reeducação alimentar, prática de atividade física e transformações no ambiente desse jovem. Infelizmente, o sucesso terapêutico apenas com mudanças no estilo de vida não é comum e quando bem sucedido, tem altas taxas de reganho de peso, exceto quando há envolvimento familiar nessas mudanças. O reganho de peso é duas vezes mais comum nos pacientes que não praticam nenhuma atividade física.
Para o acompanhamento ambulatorial do paciente é imprescindível que haja uma equipe multidisciplinar ampla junto ao médico. Além das especialidades médicas: pediatra e endocrinologista pediátricos, psicólogo, nutricionista, educador físico e educadores formam o time de acompanhamento deste paciente, sem esquecer o papel fundamental da família para o sucesso do tratamento.


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